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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Outro satélite desativado pode cair na Terra em 2011

Alemão ROSAT pode causar "chuva" de pedaços em novembro

Depois do anúncio da queda do satélite UARS, da agência espacial norte-americana (Nasa), o satélite alemão desativado ROSAT pode ser o próximo aparelho espacial a atingir a Terra, em novembro de 2011.

A agência espacial alemã (DLR, na sigla em alemão) estima que cerca de 30 pedaços do satélite podem atingir o solo terrestre, com um total de 1,6 tonelada. O ROSAT foi lançado ao espaço em 1990.

ZERO HORA

terça-feira, 27 de setembro de 2011

27 de setembro de 2011 - Acidente aéreo de Brizola


27 de setembro de 2011 - Fortes emoções
Almanaque Gaúcho, por Ricardo Chaves
 

Fotos: Carlos Contursi/ Arquivo Pessoal Hamilton Chaves

Muito se falou, recentemente, nos momentos de tensão que envolveram o Rio Grande do Sul, seu governador, Leonel Brizola, e o país 50 anos atrás, durante a chamada Campanha da Legalidade. Mas vale a pena lembrar um outro fato que também completa meio século exatamente no dia de hoje.
Às 18h40min do dia 27 de setembro de 1961, um mês e três dias após o ato de renúncia de Jânio Quadros, que desencadeou a crise nacional, o avião Caravelle PP-VJD aproximava-se da cabeceira da pista 10 do aeroporto de Brasília, levando a bordo 63 passageiros e oito tripulantes, quando bateu violentamente contra o solo e incendiou-se. Além do governador Brizola e sua comitiva, três ministros do governo Jango – que havia tomado posse contrariando a vontade de alguns militares golpistas no dia 7 do mesmo mês – estavam entre os passageiros.

Ninguém morreu, mas a suspeita de que a aeronave teria sido alvo de sabotagem imediatamente assombrou a mente de muita gente. Os ministros Gabriel Passos, das Minas e Energia, Oliveira Brito, da Educação e Cultura, e Estácio Sotomayor, da Saúde, mais Leonel Brizola e diversos gaúchos que o acompanhavam nesta primeira visita ao Distrito Federal levaram um grande susto.
Depois de uma forte pancada e um estrondo, o aparelho perdeu o trem de pouso e deslizou de barriga para fora da pista. Quando parou, já estava transformado numa imensa fogueira. Com a cabine às escuras e as poltronas soltas, alguns passageiros em pânico esmurravam e chutavam, inutilmente, as janelas. Com gritos que pediam calma, os mais controlados ajudaram os tripulantes a evacuar a aeronave pelas portas dianteiras e de emergência.
A aeromoça Terezinha Xavier, com queimaduras nas mãos, foi quem se feriu mais gravemente. Do jato, avaliado na época em US$ 2,6 milhões, não sobrou quase nada. Perderam-se também 329kg de bagagens, 128kg de carga e 18kg de malas postais.
O fotógrafo gaúcho Carlos Contursi (1920 – 1998), que acompanhava o governador, assim que saiu do inferno e colocou os pés no chão, fez as primeiras fotos. Por limitações da época, elas só foram publicadas aqui dois dias depois. Na manhã do dia seguinte, ileso e incrédulo, ele fez outras tantas.

O relatório da comissão de investigação atribuiu o acidente a “erro de julgamento de aproximação do piloto em treinamento que não foi corrigido oportunamente pelo instrutor”. A notícia repercutiu na imprensa da época.


O Correio Braziliense inclusive voltou ao assunto neste final de semana, com reportagem lembrando os 50 anos do que teria sido o primeiro drama aéreo da Capital Federal

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Lixo eletrônico recolhido em Pelotas atinge 20 toneladas









         Foram recolhidos 20 toneladas de lixo eletrônico neste sábado (24), no Largo Edmar Fetter, durante a campanha realizada pela Fecomercio, Sesc – Senac em parceria com a Secretaria de Qualidade Ambiental (SQA). Esta foi a segunda etapa da campanha que tem o objetivo de recolher o lixo de informática e telefonia.
         Foram entregues notebooks, celulares, baterias, acessórios, monitor CRT, copiadoras/scanner, centrais/telefone/FAX, monitor LCD, fontes/transformadores, vídeo cassete/DVD/game, placas vídeo, rede, som, estabilizadores/nobreaks, modem/HUB, teclado, CD ROOM, cabos/conectores, mouse, disco rígido/HD, aparelhos de som, impressora, caixas de som.
         A campanha consiste em recolher e dar a devida destinação a este tipo de material. Após serem retirados do meio-ambiente, os produtos serão encaminhados a empresas responsáveis pelo processo de reciclagem.



por: Salvador Tadeo - 7353
Fotógrafo: Arquivo ASCOM - Prefeitura de Pelotas 

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

FUTEBOL DE PELOTAS: PRESIDENTE DA FGF - FRANCISCO NOVELETTO - TRABALHA...

FUTEBOL DE PELOTAS: PRESIDENTE DA FGF - FRANCISCO NOVELETTO - TRABALHA...: O presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Francisco Novelletto, e vice da CBF, está gestionando junto à Confederação Brasileira de Futebo...

O retorno de Luizinho à Baixada!


Imagem01 Luizinho Vieira só fala em títulos. Foto: Carlos Insaurriaga


'Vamos construir uma história nova', afirma Luizinho

Novo técnico rubro-negro promete que vai em busca do título da Copa Laci Ughini e já projeta o acesso ao Gauchão no ano que vem.

Luizinho Vieira foi apresentado oficialmente como novo técnico do Brasil na tarde desta sexta-feira, e logo no primeiro dia como comandante do vestiário rubro-negro já saiu mandando ver nas declarações. Em entrevista coletiva, na sala de imprensa do estádio Bento Freitas, ele disse que não vai se contentar com nada menos do que o título da Copa Laci Ughini e o acesso ao Gauchão no ano que vem. Para que isso aconteça, o treinador espera que haja uma sólida união de forças na Baixada, incluindo, é claro, o torcedor nessa corrente.

- Vamos juntos, atletas, comissão técnica e diretoria, construir uma história nova. Passando pelo título dessa copa até o acesso à Primeira Divisão (do Campeonato Gaúcho). E tudo isso com um time que vai ter a cara do Brasil, que vai brigar muito pela bola, que vai brigar muito pelas vitórias, enfim, que vai ter o espírito Xavante. Porque só assim nós vamos conquistar os nossos objetivos, e trazer o torcedor de volta para o nosso lado. E tendo a torcida do nosso lado, acreditando, não tem que nos segure.
Durante o encontro com os jornalistas, Luizinho Vieira também relembrou a época dele como jogador. Na década de 90, o então camisa dez do time rubro-negro se tornou ídolo da ‘maior e mais fiel’ ao marcar 63 gols em 110 jogos disputados com a camisa vermelha e preta. E o interessante em toda essa história é que o início daquela trajetória como atleta se assemelha muito com o caminho que ele pretende traçar agora, como técnico. É como se fosse um ‘Déjà Vu’ que ainda precisa acontecer.
- Estou voltando no tempo, porque minha chegada como técnico está sendo parecida com a minha chegada como jogador. Em 95, eu cheguei no fim da Série C (do Campeonato Brasileiro), acho que saímos da competição nas quartas de final, mas depois a gente acabou sendo campeão da copa do segundo semestre (Copa João Giuliani Filho). Enfim, são situações muito parecidas e objetivos bem parecidos também. Porque naquele ano o Brasil havia caído para a Segunda Divisão do Campeonato Gaucho e nós queríamos ganhar a ‘copinha’ e subir no ano seguinte, assim como está acontecendo agora. Não sei se isso é coincidência, mas eu sei que isso me motiva mais. Porque, se já aconteceu uma vez, porque não pode acontecer de novo? A gente vai trabalhar para isso.
FALANDO EM TRABALHO...
Terminada a entrevista, o técnico Luizinho Vieira, que já havia batido um papo com os jogadores no vestiário, foi direto para o gramado do estádio Bento Freitas, orientar o primeiro treinamento com os novos comandados. Além do trabalho desta sexta-feira, o Brasil ainda vai treinar no sábado e fazer o último apronto domingo, já que na segunda o time recebe o 14 de Julho, a partir das 20h, na Baixada. O clube de Santana do Livramento está em segundo lugar na Chave Região da Fronteira, com 14 pontos, enquanto o Xavante ocupa a quinta colocação, com nove pontos ganhos em sete partidas pela Copa Laci Ughini.

por Leonardo Crizel
Assessoria de Imprens - GEB

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Luizinho Vieira é o novo técnico rubro-negro


O ex-jogador do Brasil será o treinador substituto de Sérgio Ramirez.
O jogador que virou ídolo da torcida rubro-negra na década de 90 é o novo técnico contratado pelo próprio Brasil para o restante da Copa Laci Ughini. Luizinho Vieira chega à Baixada nesta sexta-feira, e será apresentado oficialmente às 14h30, no Salão de Honra do Estádio Bento Freitas.

Por: Leonardo Crizel
Assessoria de Imprensa

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Arnaldo Jabor sobre o RS


Pois é. O Brasil tem milhões de brasileiros que gastam sua energia distribuindo ressentimentos passivos. Olham o escândalo na televisão e exclamam ‘que horror’. Sabem do roubo do político e falam ‘que vergonha’. Vêem a fila de aposentados ao sol e comentam ‘que absurdo’. Assistem a uma quase pornografia no programa dominical de televisão e dizem ‘que baixaria’. Assustam-se com os ataques dos criminosos e choram ‘que medo’. E pronto! Pois acho que precisamos de uma transição ‘neste país’. Do ressentimento passivo à participação ativa. Pois recentemente estive em Porto Alegre,onde pude apreciar atitudes com as quais não estou acostumado, paulista/paulistano que sou. Um regionalismo que simplesmente não existe na São Paulo que, sendo de todos, não é de ninguém. No Rio Grande do Sul, palestrando num evento do Sindirádio, uma surpresa. Abriram com o Hino Nacional. Todos em pé, cantando. Em seguida, o apresentador anunciou o Hino do Estado do Rio Grande do Sul. Fiquei curioso. Como seria o hino? Começa a tocar e, para minha surpresa,todo mundo cantando a letra! ‘Como a aurora precursora do farol da divindade, foi o vinte de setembro o precursor da liberdade’. Em seguida um casal, sentado do meu lado, prepara um chimarrão. Com garrafa de água quente e tudo. E oferece aos que estão em volta. Durante o evento, a cuia passa de mão em mão, até para mim eles oferecem. E eu fico pasmo. Todos colocando a boca na bomba, mesmo pessoas que não se conhecem. Aquilo cria um espírito decomunidade ao qual eu, paulista,não estou acostumado. Desde que saí de Bauru,nos anos setenta, não sei mais o que é ‘comunidade’. Fiquei imaginando quem é que sabe cantar o hino de São Paulo. Aliás, você sabia que São Paulo tem hino? Pois é… Foi então que me deu um estalo. Sabe como é que os ‘ressentimentos passivos’ se transformarão em participação ativa? De onde virá o grito de ‘basta’ contra os escândalos, a corrupção e o deboche que tomaram conta do Brasil? De São Paulo é que não será. Esse grito exige consciência coletiva,algo que há muito não existe em São Paulo. Os paulistas perderam a capacidade de mobilização. Não têm mais interesse por sair às ruas contra a corrupção. São Paulo é um grande campo de refugiados,sem personalidade, sem cultura própria, sem ‘liga’. Cada um por si e o todo que se dane. E isso é até compreensível numa cidade com 12 milhões de habitantes. Penso que o grito – se vier – só poderá partir das comunidades que ainda têm essa ‘liga’. A mesma que eu vi em Porto Alegre. Algo me diz que mais uma vez os gaúchos é que levantarão a bandeira. Que buscarão em suas raízes a indignação que não se encontra mais em São Paulo. Que venham, pois. Com orgulho me juntarei a eles. De minha parte, eu acrescentaria, ainda: ‘…Sirvam nossas façanhas, de modelo a toda terra…’